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ASSOCIAÇÃO JOSÉ MARTINS DE ARAÚJO JÚNIOR
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ASSOCIAÇÃO JOSÉ MARTINS DE ARAÚJO JÚNIOR

A Associação José Martins de Araújo Júnior nasceu no bojo dos movimentos sociais dos anos 80 do Grande ABC que lutavam pela redemocratização do país, pela Reforma Sanitária e pela Reforma Psiquiátrica.

A Associação José Martins de Araújo Júnior sempre defendeu e participou do Movimento da Luta Antimanicomial, lutando pelo fechamento dos manicômios da região do Grande ABC, junto ao Fórum Popular de Saúde Mental do Grande ABC, e elaborando projetos que contribuíssem para a efetiva implantação de serviços de saúde mental comunitários e pelo avanço da Reforma Psiquiátrica no país.

São seus objetivos:

  • Defender os Direitos Constitucionais, individuais, coletivos e difusos dos(as) usuários(as) dos serviços de Saúde Mental;
  • Estimular ações e práticas substitutivas à cultura manicomial;
  • Promover manifestos e articulações com outras entidades visando coibir a discriminação e a violência contra o(a) usuário(a) da Saúde Mental;
  • Estimular a inserção e integração econômica, social, política e cultural de usuários(as) dos serviços de Saúde Mental;
  • Impulsionar o auto-cuidadado e a ajuda mútua entre usuários e familiares da Saúde Mental;
  • Estimular a produção e difusão dos trabalhos culturais de usuários(as) da Saúde Mental.

Suas atividades se iniciaram no final dos anos 1980, mas foi registrada em cartório em dezembro de 1992. Foi criada por usuários, familiares e trabalhadores da Saúde Mental. Seu nome é dado em homenagem a um usuário.

Desde sua fundação desenvolve atividades em defesa dos direitos dos(as) usuários(as) da Saúde Mental, através de manifestações, participação em conferências, conselhos, fóruns, movimentos nacionais, etc. Em Santo André, lutou pela ampliação do orçamento para a área da Saúde Mental no orçamento participativo, conquistando a reforma do NAPS II e recursos para oficinas de geração de renda.



Em 1998 conquistou um espaço na Vila Guiomar para gerar renda através da reciclagem, em parceria com o SEMASA de Santo André, com o projeto “Reciclar a Vida”.

Também em 1998, iniciou o projeto MOVA - alfabetização para usuários da Saúde Mental, em parceria com a Secretaria de Educação.

Em 2002 criou uma entidade filiada, a Associação De Volta Para Casa, que foi intitulada "organização social", e que, a partir de 2003 manteve convênio com a Secretaria de Saúde de Santo André, oferecendo serviços alinhados à Reforma Psiquiátrica, como: Residências Terapêuticas, Curso de Cuidadores, Supervisão para Cuidadores e outros profissionais da rede, Oficinas de Geração de Renda, Oficinas Terapêuticas, Unidade de Redução de Danos, Curso para Redutores(as) de Danos, etc. O convênio se encerrou em 2009.


Em 2004 iniciou parceria com a 38a. Subseção da OAB de Santo André, oferecendo atendimento jurídico gratuito a usuários da Saúde Mental.

Em 2005 criou o projeto "Jornal Vozes da Saúde Mental", que com o apoio da Faculdade de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo e com anúncios de comerciantes e da Secretaria de Comunicação, rodou 14 edições bimestrais, com 20 mil exemplares, em formato tablóide. O objetivo era informar a população do Grande ABC sobre o que eram os transtornos mentais e como obter tratamento, dar voz aos usuários que por muito tempo ficaram "calados" nos manicômios e divulgar suas produções artísticas.



Em 2006, através da Associação De Volta Para Casa, conseguiu financiamento do Ministério do Trabalho para o projeto Primeiro Emprego, formando 21 jovens como "auxiliares de desenvolvimento infantil". Logo que o curso acabou, 7 jovens tiveram inserção imediata no mercado de trabalho. Após alguns meses, 90% já estavam trabalhando. Dentre os jovens haviam três usuários da Saúde Mental, que também conseguiram colocação profissional.

Entre 2007 e 2008 realizou atividades culturais em parceria com a Secretaria de Saúde e músicos da cidade com a Mostra Vozes da Saúde Mental. Além disso, participou da Oficina Nacional de Indicação de Políticas Culturais para Pessoas em Sofrimento Mental, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Ministério da Cultura, contribuindo para a produção de uma política nacional.


Em 2009 apoiou a participação de usuários e familiares de Santo André e do Grande ABC na Marcha à Brasília, que mobilizou mais de duas mil pessoas de todo o país em prol da Reforma Psiquiátrica e divulgou em âmbito nacional as reivindicações da luta antimanicomial. Como resultado dessa ampla manifestação, o governo federal convocou a IV Conferência Nacional de Saúde Mental, que não acontecia há quase dez anos.



Também em 2009, a associação integrou a organização do VIII Encontro Nacional de Usuários e Familiares e IX Encontro Nacional da Luta Antimanicomial, que recebeu mais de 300 pessoas de todo o país, para discutir os avanços e desafios da Reforma Psiquiátrica e colher propostas do movimento nacional, que serão levadas à IV Conferência Nacional de Saúde Mental.